terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O que é Concenso de Washington

No final da década de 80 um grupo de economistas americanos formulou um plano de "desenvolvimento" e de inserção e adaptação ao sistema econômico globalizado para os países em desenvolvimento da América Latina denominado Consenso de washigton.

Dentre as medidas propostas estavam liberalização financeira e comercial, flexibilização do mercado de trabalho, superávit primários (no Brasil esta questão foi veementemente seguida e não surtiu efeito. Porque? Devido as altas taxas de juros, que são particulares do jeito brasileiro de ser, que corroíam qualquer ganho com superávit primários), reafirmação da tendência monetarista, ou seja, a estabilizaçao dos preços a qualquer custo, estado mínimo, manutenção e ênfase na propriedade privada e defesa do direitos privados etc... 

O C.W. não foi feito realmente com o intuito de surtir efeito, para nós , é claro. Para nós, o plano funcionou como uma "lei para inglês vê". 

Criar um plano para um grupo tão multifacetado e com tantas particularidades é o mesmo que criar um único sistema capitalista que seja aplicável a qualquer situação (e já sabemos o que acontece, como o caso de alguns países da África, por exemplo). Assim, sabemos de longe que algo já esta errado desde o início. Quer dizer, errado para nós que estamos do lado fraco da corda. Então, acreditar que um "bando" de medidas mal estruturadas e mal articuladas que não levam em consideração as diferentes formas de organização produtiva conseguiria disseminar o desenvolvimento, bem estar, igualdade é, no meu ver, ingenuidade. Não tão ingenuamente assim se pensarmos pelo lado de quem as criou. O consenso de washigton tem, portanto, seus objetivos próprios e particulares. 

Primeiramente C.W. é um reflexo da tendência monetarista do "main stream" e de pressões de mercado. A década de 80, "a década perdida", foi notadamente o momento de transição da visão keynesiana de "administração" do mercado para a prevalência da visão proposta pelo "main stream". O C.W. , é então, o produto físico deste olhar turvo da realidade. Olhar esse, que teve seus objetivos: a afirmação do neoliberalismo e de seus respectivos dogmas. Cujos deveriam ser fielmente seguidos, caso contrario, retaliação via FMI seriam ativadas, ou melhor, o aumento de vulnerabilidade externa culminaria em crise de pagamentos e restrição ao crescimento. O mercado, ou mais precisamente, o excesso de poupança privada fez pressão sobre os mecanismos de seu respectivo controle de procriação, tornando-os mais permissivos e abrangentes. Ou seja, esse excesso de capital exigia melhores condições de procriação a partir da abertura das contas de capitais (que permitiriam taxas de retorno mais elevadas) e de sua livre circulação com taxações baixas. E conseguiram.

Segundo, "mexer com time que está ganhando" é uma expressão que nos remete a passagem do fim do acordo de Bretton Woods e a adoção de políticas contrárias pelos liberais no período posterior. O resultado desta devoção ao C.W., orientadas por neoliberais, foram 20 anos de estagnação e de retrocesso em diversas áreas. Maior vulnerabilidade externa, maior concentração de renda, menor grau de crescimento e desenvolvimento econômico etc...

Deixar que o mercado resolva todas as alocações ótimas , em minha opinião, é confiar um pouco demais nas capacidades do mercado, não as desmerecendo. É neste ponto que novamente o plano já esta podre desde o princípio. A crise atual nos remete a validade de meu argumento. Será que o mercado realmente aloca e otimiza as oportunidades? Não. Então está aqui mais uma falha na formulação do consenso. O estado tem que estar presente e deve ser a chave mestra do sistema e não o mercado. Quem melhor do que o estado para garantir o bem publico? Sabendo que ele mesmo é produto do coletivo.

Este plano foi feito por "eles" para "eles" mesmos. Seu intuito era apenas fazer valer seus valores utilizando-se de um discurso desenvolvimentista e estabilizador afim de garantir uma submissão dos países ainda não plenamente desenvolvidos da América Latina. Essa parte da argumentação é preenchida com a atenção dada aos direitos de propriedade. Ou seja, o catch up, caso posto em pratica pelos países menos privilegiados teriam que passar pelo custo elevado inicial, devido à patentes. A idéia proposta pelos países desenvolvidos é: subir a escada e depois empurrá-la, impedido que outros também consigam subir. 

Por que não deu certo no Brasil? Não só não deu certo no Brasil como não deu em lugar nenhum. Não deu certo porque a base das transformações estava deturpada e vendida à visão do "main stream", e novamente porque não foi feito para que realmente funcionasse. A prevalência do pensamento não heterodoxo nos pensadores influentes, tornaram impossíveis qualquer alternativa real, sólida, e eficaz de atuação e de garantia do bem público para a América Latina. Vale lembrar também que os países dos quais hoje desenvolvidos são, passaram pelo estágio subdesenvolvido, e especulo, que o plano de desenvolvimento nacional não foi pensado e escrito por pensadores, economistas de origem externa. Isso nos mostra, então, que prestar ajuda à América Latina, ajuda essa que mascarou seus reais sentidos é algo que não tem real eficácia e que pode ser desprezada se a intenção é modernizar,desenvolver e fazer a roda gira "redondamente". Na minha opinião se queremos atingir patamares de desenvolvimento sócio-econômico-cultural mais elevados, tenho certeza que eles não virão de fora, mas sim de nossos próprios centros acadêmicos e de nossos profissionais qualificados. Quem melhor que nós mesmos, que sabemos de nossas particularidades e dificuldades para fazer a "coisa" funcionar direito?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Começando a papear

Nesta primeira postagem estarei colocando algumas discussões já apresentadas. Posteriormente, espero que o estímulo inicial dado seja suficiente para motivar as publicações posteriores, na forma de postagens autônomas.
Aqui começam as conversas:


Dando minha contribuição de militante de movimento social e marxista,

É em momentos de uma crise como esta que se faz a história, ou seja, que as coisas mudam.
É a chamada dialética. O velho contem o novo, que é uma contradição do velho. A contradição vai se acirrando até um momento em que a situação torna-se insustentável e o novo substitui o velho, mas o novo também contém o velho e contém suas próprias contradições, que um dia o superarão.

Qual o Gel diz que o sistema sempre teve crises, elas foram superadas e o sistema capitalista se fortaleceu, ele tem razão. Mas eu discordo da constatação dele de que assim foi e assim sempre será. É uma coisa que acontece muito comumente hoje com pessoas que seguem a risca o que o sistema lhes impõe achar que estamos num momento de fim da história. Seria o capitalismo realmente o ápice da organização da sociedade? Será que não há maneira de superar a contradição entre os donos da força de trabalho e os donos dos meios de produção?

Concordo com todos os elementos que o Thomas coloca. O cara tá estudando economia e tá mandando muito bem. Só não sei se entendi bem o final de seu primeiro e-mail... A mudança só pode ocorrer através do Estado. Vc se refere ao estado como está constituído hoje ou ao Poder?

O estado como se organiza hoje serve apenas para perpetuar o poder das elites sobre a classe trabalhadora. O estado burguês, como chamamos, promove políticas sociais paliativas que não provocam verdadeira mudança no estado das coisas. Dão bolsa-família, assim todo mundo acha o governo bonzinho e não protesta contra o verdadeiro problema: as grandes empresas e bancos que mandam e desmandam nesse país, transformando o trabalhador em mercadoria, sujeita ao mercado de trabalho, onde um imenso Exército de Mão-de-obra reserva contribui para manter a situação do trabalhador precária, sua renda baixíssima e a exploração de sua mais-valia em taxas exorbitantes, afinal se um trabalhador reclama de suas condições o patrão tem toda a razão em falar "tu não quer?tem quem queira!" é a Lei da oferta e da procura. E a situação não melhora. Essa massa de desempregados vai pra periferia, recebendo o seu bolsa-família e já não vê mais barbaridade no fato de seus companheiros estarem matando-se uns aos outros.

Socialismo ou barbárie?

Você acha que essa situação se sustenta por mais tempo? Então pensa na exploração da natureza. Pensa que não existe mais água potável pra todas as pessoas do mundo... E você ainda acha que a culpa é tua porque caga no rio e nem pensa na Aracruz, ou na Vale do Rio Doce, ou nas Barragens, que é o que realmente está acabando com a nossa riqueza, porque a Globo te faz pensar que a culpa dos problemas do mundo é o tamanho da população... E aí será que é só fazermos a nossa parte? Não!
Precisamos agir e defender a nossa soberania, o nosso direito a ser feliz e completo. Porque um homem nunca será completo e livre se for explorado por outro. Não pense que trabalhando pra uma empresa e ganhando um belo salário, trocando de carro todo ano e vivendo numa casa luxuosa você não é explorado. Lembre-se que você é povo brasileiro, explorado desde 1500, lembre-se que, ainda que você ocupe um lugar de destaque na empresa existe o dono da empresa, que não faz um trabalho produtivo e ainda assim ganha mais que você, por mais que você trabalhe muito mais que ele, logo ele tá te explorando. Se você é um empreendedor que acredita no Pequenas Empresas Grandes Negócios, lembre-se que o sistema mais cedo ou mais tarde te engolirá, ou comprando a sua empresa, explorando todo o trabalho que você teve para colocá-la em pé, ou te falindo (que é o mais freqüente).

Portanto essa crise serve pra alguma coisa sim!
Para lutarmos com ainda mais força por um mundo justo, igual, comum! A economia nos respalda e mostra que o sistema tem rachaduras e falhas, o nosso papel é descobrir como colocar a bomba exatamente dentro da falha. Eu tenho um palpite: Organizando o povo, a massa trabalhadora explorada e humilhada, para que tome o poder... Não só o Estado (Olha o Lula lá e olha o que ele vem fazendo...), mas as ruas, as fábricas, as plantações, os meios de produção!

Essas palavras vem de uma colega de vocês que por uma imenso amor às pessoas e à natureza luta pelo fim da sua exploração, custe o que custar!

Lívia M.Y.


Quando afirmei que a saída viria do estado, imaginei o estado como um instituição que representa, teoricamente a população como um todo, não levando em consideração a questão política(que na verdade é um travão para que o homem economicus funcione plenamente, apesar de ser também a única forma pela qual as coisas podem acontecer). Falei também, porque o estado é o único, no meio da corrida por lucros mais altos, o único que não funciona seguindo essa lógica. Ao afirmar que o estado é o agente mais modificador e que dele sairão as mudanças, lembro-me que seus gastos correspondem a um total de quase 50% da riqueza gerada em nosso país. Logo, não estamos falando de um grupo social trilhardario e sim de 50% da produção nacional. Por estar especializando-me na área econômica não me atenho muito aos problemas de comunicação entre economia e política, restrinjo-me a pensar que se conseguirmos fazer prevalecer os interesses econômicos, e seus objetivos finais, conseguiremos mudança. Quando falamos de Lula e de sua passividade diante de políticas econômicas eficazes, lembro-me que apesar do poder executivo ser o órgão "executor" o mesmo está totalmente submisso ao interesse de Wall Street. Ou seja, o banco central é apenas uma filial do Bank Boston no Brasil. Onde seu respectivo presidente, Meirelles, foi realocado para aqui trabalhar. Essa é, portanto, uma outra discussão que poderíamos nos estender.
Não sei porque , mas me parece que alguma coisa esta errada e pode dar zebra. Saber que o mundo inteiro está receoso da crise e adotando políticas anti-ciclicas,diminuindo taxas de juros, aumentando gastos, e notar que o governo brasileiro sente-se blindado contra qualquer pressão externa é de dar medo não? Todos os países já adotaram, e maior ou menor medida, políticas para minimizar os impactos da crise. A china lançou um pacote de 180 bilhões de dólares (mais de duas vezes as reservas internacionais brasileiras, das quais afirmam ser uma de nossas blindagens) para o estimulo ao consumo. A Argentina hoje possui taxas de juros negativas. E o Brasil? Estamos blindados...

Thomas W.G.


Antes de tudo, desejo exprimir minha satisfação em participar de uma proposta que busca a discussão de temas pertinentes, antes de tudo, ao bem-estar do homem, através de um meio informativo que se mostra um tanto quanto tendencioso, cuja informação irrestrita corrompe não só a identidade cultural do homem como sua mente e consequentemente seu espírito.
Quando me refiro à bem-estar, discurso acerca do sentimento que nasce do equilíbrio entre a razão e a espiritualidade humana. O homem médio se encontra aprisionado nos campos antagônicos da razão: bem e mal - certo e errado - etc. Assim, suas atitudes se refletem apenas racionalmente. Afirmo, entretanto, que somente haverá real progresso quando referenciarmos nossos atos não só entre o bem e o mal, mas sim entre a razão e o espírito. Assim, flutuaremos entre mundos distintos e nossas atitudes estarão embasadas em mais de uma realidade.
Estamos diante de uma crise mundial que não somente afeta o campo econômico como a todas as linhas de pensamento tanto acadêmico quanto filosófico. Creio que a resolução dos problemas inerentes à coletividade humana está encerrada no interior do individuo.
Devemos atribuir não somente artimanhas racionais, mas também artimanhas que brotam do icognicível, do inimaginável, do espírito. Esse é o grande mistério, cujo sentido passa despercebido ao homem, consequentemente ao sistema capitalista de produção e ao poder público.
Meu intuito, senhoras e senhores, é apenas relembrar-vos da magia que vem sido esquecida pelo homem, cujos retalhos alimentam tanto preocupações sociais como a desigualdade social, a subversão e o escravismo como preocupações econômicas como a demissão em massa e a dominâncias de países de primeiro mundo sobre países de terceiro mundo.
Diante de todas as preocupações a pior: a preguiça do homem em buscar a si mesmo.

Yuri R.


Minha opinião quanto a esse tema tão interessante é a seguinte: no momento atual que estamos vivenciando uma crise econômica mundial em que tem como tema principal a economia mundial que é norteada pelos países de primeiro mundo, assim chamados, pois influenciam todos os demais países.
Sabemos que a crise financeira causa uma grande ingerência nos países do mundo, sobretudo os emergentes, e daí por diante afetando comunidades por completo, isso até chegar a cada lar do Brasil.
Mas em toda historia da humanidade sempre houve crises e que com o decorrer do tempo todos se adaptaram a situação, e enfim o problema foi solucionado. O que nos chama a reflexão é que apesar da crise novas oportunidades surgem todos os dias, e isso para quem consegue vê no meio do turbilhão de dificuldades que desencadeia uma crise mundial.
Mas a crise também tem seu lado positivo, embora à maioria não enxergue, mas há, e é uma realidade para todos que querem tomar conhecimento.
É justamente numa crise que empresas se fundem surgindo novas empresas com maior poder de mercado, e para surpresa nossa com maior possibilidade de possuir sua fatia de mercado ainda maior.
Para podermos despertar numa crise para as oportunidades são necessários alguns critérios que são exigidos de nós, são eles, por exemplo, procurar descobrir a oportunidade de mercado, o que realmente está acontecendo e se está nos atingindo mesmo, e fazer a poupança forçada.
Mas muitas pessoas só vêem o problema e logo se fecham para encontrar as saídas que existem, e isso cria uma dificuldade para descoberta da oportunidade.
Quando passamos por um momento difícil financeiramente a primeira coisa que pensamos é no que devia ter feito antes de tudo, e que não foi feito; mas não refletimos sobre o que se aprendeu naquele momento de dificuldade.
Mas precisamos assumir uma postura mais madura, e procurar buscar no meio das dificuldades a solução, pois ela existe e na maioria das vezes está próximo de nós e não vemos.
É necessário também uma verdadeira leitura e pesquisa buscando as informações necessárias para superar o momento, porque enquanto uns ficam preocupados e se lamentando outros estão à procura de algo para sair da situação; lembro aqui o livro quem mexeu no meu queijo onde há um ratinho que fica parado e o outro sai em busca de uma saída do labirinto a procura de outro queijo, ou seja, de outra expectativa de sobrevivência, assim é a nossa vida, e precisamos ter uma postura semelhante.
A crise financeira sempre gerou uma oportunidade de mercado, como também uma oportunidade pessoal, e as pessoas ficam tão compenetradas no problema que a mente não sai de um foco negativo para outro positivo.
Entretanto se buscarmos um aperfeiçoamento será então diferente o que ocorrerá conosco, por isso o que chamamos de crise se tornará em oportunidade.
Mas para termos uma postura diferente é necessário uma procura, que deve partir de cada um individualmente e, sobretudo com objetividade a ser alcançado, pois sem ter uma direção será ineficaz o resultado que queremos obter.
Então partindo de um ponto em que a pessoa inicia uma busca de algo diferente, que os outros não têm, isso gerará uma oportunidade para o mercado descobrir o que se está mostrando.
Nós só iremos descobrir a oportunidade de mercado se estivermos atento à busca de novos nichos de mercados onde possamos encontrar uma oportunidade de negócios.
Mas e como faze-lo, é necessário está verificando no meio em que atuamos o que há de melhor, o que está acontecendo, e então você se inseri neste meio.
Se faz necessário a leitura e a participação de congressos e encontros, onde temos novas oportunidades de conhecer coisas e pessoas que irão influenciar em alguma decisão importante, porque o relacionamento pessoal ajudará muito nas oportunidades de novos negócios. Haverá sempre um gasto para estas participações, mas é preciso, pois haverá o retorno depois, e para se ter novas oportunidades, é necessário investimento, mas que logrará êxito futuro.
Muitas vezes é através da leitura de um livro ou a participação em um congresso que achamos à oportunidade, ou até alguém dá o lampejo necessário para descoberta de algo novo, que tanto se procurava para fazer parte daquela grande oportunidade de novo negócio, ou nova descoberta.
Lembro que em um congresso certa vez eu estava em busca de algo para inovar a minha profissão, e foi conversando com um colega de outro estado que ele sem perceber me deu uma idéia, e logo fui por em prática, e deu certo. É dessa forma que as coisas acontecem, mas se formos mais ativos, e procurar mesmo, é numa conversa que se descobre algo que se queria realizar.
Logo, procure se inovar seja a onde for, seja num congresso ou numa nova amizade ou no relacionamento por telefone, mas o ideal é se for pessoalmente, pois o lampejo será ainda melhor na descoberta.
Deve-se procurar saber o que está realmente acontecendo em sua volta, o que está havendo no mercado onde você está inserido, e então saber se o que está ocorrendo merece sua atenção e preocupação.
Se há problema de ordem financeiro no mercado se é necessário conter as despesas e enxugar outras, e ficar de olho no investimento com todo cuidado. Só assim conhecendo o que está acontecendo é que deve tomar a iniciativa que é preciso.
É através do conhecimento do que está acontecendo no meio em que atuamos que passamos a conhecer o que está ocorrendo e as conseqüências destes acontecimentos.
Procurar entender de que forma isso irá nos atingir, onde vai afetar e qual a profundidade dessa dificuldade e, sobretudo qual o tempo que irá durar isso que está ocorrendo; é somente depois de tudo isso, com estas informações que iremos refletir no que fazer e como agir.
Procurar pensar em como investir, ou de que forma se deve investir ou esperar passar a turbulência momentânea, e então tomar a iniciativa de poupar, mas em todo tempo poupar sempre foi necessário, porque são sabemos quando iremos precisar usar recursos que foram poupados anos antes de tais dificuldades.
Logo, o que temos como certeza que no tempo de crise as pessoas observadoras sempre descobriram algo novo, uma nova oportunidade ou uma nova fatia de mercado, e como conseqüência virá o retorno financeiro inesperado.
Às vezes até a pessoa que deseja uma oportunidade nova e diferente descobre no período de crise a oportunidade que estava à procura.
Portanto, não pare de se movimentar em tempo de crise, use todos os meios necessários para descobrir o novo ou a nova oportunidade; mas isso só virá se você for atento aos acontecimentos, faça acontecer e não espere acontecer, e "nada muda se eu não mudar" dito por Leyla Navarro em um congresso em Cachoeira de Itapemirim no estado do Espírito Santo.
É em tempo de crise que descobrimos coisas novas, isto é, se formos em busca de novas oportunidades, pois estão perto de nós ou entre os amigos de profissão, ou numa leitura de um livro, pois em muito contribui para nosso crescimento pessoal e profissional.
No meio de uma crise financeira a nossa mente fica obrigada a pensar rápido em uma solução, e então passamos dia e noite em busca de resolver a questão financeira; mas se procurarmos mudar o foco ou a direção do que queremos, e se focarmos em buscar uma nova oportunidade, então as coisas acontecerão de forma diferente e a solução será encontrada.
É correto fazer uma poupança para o tempo de crise financeira, mas na verdade muitos não fazem, ou se fazem é muito pouco para suprir esta necessidade que surgi de repente; porém no momento da crise será necessário um investimento na busca da oportunidade, mas deve ser planejado e bem pensado, pois neste momento não deve acontecer mais nenhum erro de ordem financeira.
É necessário ficar atento ao mercado e ao que está ocorrendo e verificar com detalhes o que está havendo e se vai nos afetar e em que proporção isso nos atingirá.
A crise financeira é algo muito favorável para as pessoas, elas é que não pensam, pois ficam acomodadas boa parte da vida quando tudo está bem, mas quando surgi uma crise se apavoram e ficam sem saber o que fazer, mas se você por em disciplina sua vida e pensar melhor verá que uma crise só traz coisas boas para sua vida.
Às vezes não despertamos para algo na vida e que no momento da crise começamos a vê e a descobrir algo novo; tudo porque a mente acomodada não pensa, mas quando somos forçados a pensar se inicia um processo novo de descobertas novas e eficazes, e, sobretudo que traz crescimento profissional e pessoal.
Portanto vá em busca de coisas novas em todo tempo, porque no tempo da crise você terá sempre uma saída para situação financeira, e não ficará sem expectativa de alcançar o sucesso profissional que deseja.
É através de investimento profissional que temos acesso a novas oportunidade de mercado, por exemplo, um curso de pós-graduação que abre novas fronteiras e amplia a visão de novos negócios.
Participe de encontros e congressos, pois é no meio em que atuamos que surgi o lampejo tão esperado para alavancar a profissão para uma situação melhor e desejável.
A melhor poupança que o profissional faz é em investir na educação e no conhecimento, pois abre novas fronteiras e oportunidades, esta é a busca que funciona de maneira eficiente na vida profissional.
Devemos prezar pela ética profissional, pelos bons princípios e costumes, zelando pelo respeito ao próximo seja quem for, porque é importante para o profissional se colocar no mercado de forma sábia e prudente.
É somando conhecimento e boa conduta, e principalmente buscando no meio em que estamos insertos a possível solução para superar a crise.
Também é necessário está atento ao mercado e o que está acontecendo e refletir o que ocorre e se irá trazer alguma dificuldade para você profissionalmente.
Após toda uma análise e reflexão pessoal você terá que tomar uma decisão e isso depende de você mesmo, ninguém vai tomar decisão por você; mas tenha toda segurança necessária para tomar uma decisão, entretanto se errar procure outra saída, mas seja rápido, não fique lamentando o que não conseguiu obter êxito; parta em busca de outra oportunidade lembre-se do ratinho está na história do livro quem mexeu no meu queijo, preconizo a leitura para você.
Outra coisa, não fique pensando negativamente que errou, pois como disse Leyla Navarro num congresso em Cachoeira de Itapemirim, estado do Espírito Santo, que "acertar é humano", pois houve um aprendizado para você, e da próxima vez com certeza irá acertar.
E por fim nós estamos sempre aprendendo algo novo e ficando mais experiente, mas ressalto com bastante ênfase que em tempo de crise aprendemos muito mais; do que quando tudo está muito bem, por que quando há comodismo não temos crescimento, e a crise enaltece aquele que quer algo novo, e uma nova oportunidade.
Haverá em todo tempo uma nova oportunidade, mas só descobrimos quando o mundo passa por uma crise financeira ou as pessoas estão vivendo um momento difícil financeiramente.
Portanto a crise financeira tem mais seu lado positivo do que negativo, porque traz sempre uma novidade para as pessoas. Busque sua fatia de mercado e achará.
A crise financeira não é uma dificuldade, mas uma oportunidade para aprendermos mais e melhor, e encontrar as soluções dos problemas financeiros.

Andreas H.G.


O meu receio não é muito a questão de que todos os dias surgem oportunidades, mas sim, ate quando elas serão suficientes para segurar o estado das coisas (não que o estado atual seja tão pouco ideal). Se, por exemplo, rememorando a crise de credito americana atual, os estados não metessem a mão na massa para conter a quebradeira do sistema financeiro, o que aconteceria? Não haveria instituição privada que conseguisse segurar a peteca. Portanto, acreditar que o mercado naturalmente iria conseguir manter um fluxo de emprego é acreditar um pouco demais na “perfectibilidade” do mercado, não acha?
Nesses dois pontos, eu novamente discordo, apesar de saber que crises causam mudança, positivas também. E que quando estamos no fundo do poço sempre, não sei bem, conseguimos aguçar nossa capacidade inventiva e nos transformamos se adequando as novas situações (esta alegação é muito leviana, pois desconsidera a pluralidade dos seres e as diferentes circunstâncias). Apesar disso, não consigo acreditar que a única forma de equalizar os descompassos do mercado sejam as crises. Até porque as mesmas são tão intensas e seus reflexos na vida real tão catastróficos que prefiro idealizar um sistema que se auto regule e que no longo prazo, o mesmo tenda ao equilíbrio. O segundo ponto, é que a centralização das empresas, no meu ver não é algo tão positivo. Falo isso porque vejo a concentração industrial como sinônima de concentração de renda e de afastamento das relações humanas. Numa grande instituição (onde a lógica do lucro individual capitalista reina), como as grandes lojas de departamento existem apenas o capitalista de um lado e o exercito de mão de obra do outro. É apenas uma relação de troca, capital x trabalho. Romanticamente, prefiro novamente idealizar a desconcentração. Prefiro ter como opção comprar parafuso com o português, baiano, pernambucano, norueguês... do que simplesmente entrar numa loja de departamento e pedir para um ferrado explorado(que troca sua vida e sua capacidade inovadora por trocados para sobrevivência) a porcaria do parafuso. Não saberia dizer se a aglomeração das empresas é tão somente uma maximização dos lucros dos capitalistas, mas tenho fortes suspeitas.
Instigando a discussão, essa passagem, da crise se tornar oportunidade, segundo sua argumentação se daria naturalmente pelo mercado? Se sim, será que o mercado realmente conseguiria suprir todas as demandas num momento de crise?
O individualismo, e sua crescente massificação e expansão, não se apresentam como embarreirador de outras possibilidades?
Qual o tempo que a crise pode durar? Pergunta pertinente. Maria da Conceição Tavares, a economista heterodoxa mais importante do Brasil, e professora emérita aposentada do UFRJ, em uma de suas palestras sobre a crise disse as seguintes frases : “ Nasci na crise e acho que morrerei nela”, “O problema da crise agora é saber o tamanho da perna do L”. Será mesmo que somos capazes de analisar as condições presentes, futuras, passadas do mercado para assim nos encaixarmos nele? Não sei, não sei porque, mas me sinto debilitado para conseguir deduzir conscientemente essa incógnita.
Outra solução para esse problema da insegurança sobre o futuro seria um estado gastador, como vulgarmente utilizado. Dar dinheiro para os que precisam em momentos de dificuldade não é crime, e é tão pouco gasto, mas sim investimento. Dar dinheiro para os velhinhos é bom. Dar dinheiro para aqueles que em momentos de crise econômica precisam é bom...
Eu diria: pare de pensar somente em realização pessoal e familiar( proteger somente a família e seus agregados) e aproveite a crise e passe a disseminar a coletividade o associativismo. Esse sim no longo prazo, trará bons frutos.
Estudo economia, mas acho que o foque a ser dado em crises é senão a ajuda inter -humana e não só tão pouco a questão econômica. Em momentos de dificuldade ajudar constrói. Se ajudado também. A solução a ser encontrada tem de ser para o coletivo. O que somos nós sem o coletivo? No atual estágio de desenvolvimento da sociedade, achar que sozinho se vive é negar os fatos reais. A interdependência entre os seres é tão grande e tão esquecida que os ricos ao não quererem ajudar a pagar a conta acabam se esquecendo que se não ajudarem, os mesmos, não terão o home theater de 2550 polegadas, produzido pelo explorado na china, não terão o “pão de cada dia” feito pelo padeiro etc...
A poupança só é algo a ser alcançado e colocado num pedestal, como solução dos problemas futuros, se o sistema econômico não conseguir segundo a sua natureza garantir uma estabilidade econômica intrínseca. Essa estratégia é, portanto, justificada pelas incertezas que o capitalismo nos nutre a cada dia. Mas, não tão romanticamente, o estado não poderia ser capaz de adotar políticas desenvolvimentistas de pleno emprego e ainda de segurar e controlar as expectativa sobre o futuro? A resposta é sim. E isso ocorreu no período da era de ouro do capitalismo, do final da década de 40 até 73. Mas a crescente flexibilização e desregulamentação que o mercado exigiu, fez toda essa garantia de estabilidade minguar.
Se “acomodar” e ter perspectivas seguras sobre o futuro , pra mim é algo que almejo e desejo. Até porque, mudanças estruturais na sociedade só ocorrem no longo prazo, e que para terem eficácia precisam de certezas sobre o futuro. E as incertezas geradas pela possibilidade de colapso agudo do sistema nem sempre são saudáveis para o presente. Como dizem muitos economistas, o futuro é uma projeção do presente. Se hoje as pessoas, no agregado, começam a achar que haverá uma inflação de 10% devido a N fatores, no período posterior realmente haverá inflação. As expectativas são, portanto, extremamente importantes para a viabilização do futuro. Saber que a sua especialização será útil para a sociedade e que haverá mercado para mesma, é não um estimulo a ócio e sim à superação e a vontade de chegar mais longe ainda.
O melhor investimento que o profissional pode fazer é pensar e discutir.
A crise é negativa apesar, novamente, de trazer mudança. Há um custo social muito alto a ser pago para superação dela.
Para fechar, crise é resultado de algo que não esta funcionando corretamente, certo? Então se é algo que ocorre periodicamente e que todos já se habituaram e sabem seus respectivos custos, é o mesmo que saber o custo social de uma guerra, e mesmo assim, guerrear. É se ferrar querendo! Logo, a pergunta é: é saudável para a humanidade saber que haverão ciclos e aceitar sua inexorabilidade? Sabendo que para qualquer viabilidade de mudança e melhoria parte tão somente de nós?

Thomas W.G.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Chamada

Vocês acham mesmo que viver essa vida pequenês é bom ?

Vivemos numa sociedade altamente estratificada.

Nos deparamos diariamente com ricos de um lado, lutando para não deixar que suas riquezas se inflacionem (e que para isso especulam, e deixam o ônus da especulaçao exacerbada cair sobre todos, inclusive sobre os SOBREVIVENTES) e de outro, uma massa que luta para conseguir SOBREVIVER neste meio social deturpado.

Ter acesso ao saber e não os utilizar para a mudança, é o mesmo que aceitar a vida individual como sendo incapaz de causar mudança, e portânto, aceitar a pequenitude passivamente.

A pequena questão que gostaria de levantar e que me veio agora :

Ao aceitar a realidade como dada (e que portanto, mudanças micro não são capazes de afetar o social como um todo), no meu ver, é uma opçao pelo individualismo("cada um por si, deus por todos", ou melhor, "salve-se quem puder").

Esta não é, entretanto, nossa unica opção.

Será que hoje a sociedade, como um todo, conseguiria criar um ambiente favorável ao florecimento de relações sociais menos econômicas e com um papel de fundo menos maquiavélico que o capitalismo? Valorizando e exaltando, por exemplo, a coletividade e os sentimentos mais puros da existencia humana?

Apresentação

Este blog foi constituido a partir de estímulos próprios, motivado por estímulos coletivos, afim de incentivar e propagar idéias, discussôes, questões pertinentes etc..., que tanto faltam em nossa vida cotidiana.
A segunda tentativa é viabilizar um meio por onde o florecimento do saber seja algo natural e saudável. Ou seja, não acadêmico.
A terceira questão é: utiliza-se da tão falada especialização(divisão) do trabalho, que subdividiu a sociedade em pequenos nucleos extremamente especializados excludentes entre si, e fazer dela uma caracteristica positiva do momento atual, utilizando-a de forma a unificar todas essas pequenas divisões e fazer com que elas se acrescentem mutuamente.
A quarta, a mais ideal de todas, é conseguir a partir do meio escrito mobilizar pessoas para a mudança.
O nome no blog se deve ao fluxo natural das coisas.